sábado, 30 de abril de 2011

Estudantes da UFMG fazem protesto contra homofobia

Belo Horizonte - Estudantes e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveram um "beijaço" em frente à reitoria da instituição no início da tarde de hoje. O carinho coletivo foi um protesto contra a agressão a dois casais homossexuais ocorrida no início do mês. Ao todo, cerca de 150 pessoas participaram da manifestação, que não teve registro de problemas.
  • Daniel Iglesias/O TEMPO/AE Estudantes promovem beija?o na frente da reitoria da UFMG contra preconceito a homossexuais
O caso de homofobia ocorreu durante uma festa na Faculdade de Letras (Fale), no último dia 2. Testemunhas contaram que um homem abordou um casal de lésbicas com piadas e agressões verbais. Pouco depois, o mesmo homem teria dado chutes em um rapaz que namorava um colega na mesma festa. O caso foi denunciado em carta enviada à reitoria pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) e por agremiações acadêmicas.
"Esse tipo de atitude é inaceitável em qualquer lugar, ainda mais dentro do campus de uma universidade como essa", afirmou, por telefone, um dos participantes do protesto. Aluno de filosofia, o rapaz, de 23 anos, é homossexual assumido, mas pediu para não ser identificado justamente por temer "que isso (agressão) aconteça de novo". "Aqui, no meio de vários outros casais, a gente fica mais tranquilo, mas, depois, ficamos sozinhos de novo e, infelizmente, ainda ocorrem casos assim (de homofobia)", alegou.
Por meio de sua assessoria, a UFMG informou que foi criada uma comissão de sindicância para apurar as agressões ocorridas na festa da Fale. A apuração ainda está em andamento e, ainda segundo a assessoria, a comissão tem 30 dias para concluir o procedimento, prorrogáveis por mais 30 dias.

Fonte: UOL

Transexuais são aceitas legalmente como terceiro gênero no Paquistão


O governo paquistanês, conhecido por seu conservadorismo, deu um passo importante ao anunciar a introdução de um terceiro gênero no documento de identificação nacional. Transexuais, travestis e eunucos agora podem se identificar como um gênero distinto, diferente ao feminino e masculino.

A medida é pioneira, porém não é inédita - já havia sido realizada no final do ano passado na Índia. Incluída pela Suprema Corte do Paquistão, a medida reconhece e favorece os direitos do grupo conhecido como hijras, que enfrenta enorme dificuldade para inserção na sociedade e no mercado de trabalho.

Até agora, a grande maioria dos hijras trabalhava apenas com prostituição, animação de festas ou na mendicância. Agora, o grupo estimado em 300 mil começará a ser empregado pelo governo, inicialmente, cobrando impostos atrasados dos bairros nobres das cidades.

Apesar de recente, a comunidade transexual do Paquistão está muito orgulhosa e esperançosa de que isso represente um novo começo, saindo da ridicularização rumo a uma situação de mais respeito e visibilidade.

Fonte: Gay1

terça-feira, 26 de abril de 2011

E- BRASÍLIA PROCURA

O E- Brasilia está em busca de jovens LGBTs que queiram expressar o que sentem através de colunas semanais. Mande um e-mail para e_jovem_df@yahoo.com.br e mande sua proposta de assunto. Pode ser sobre familia, escola, namoro, entretenimento, enfim, tudo que interesse ao nosso grupo.
Participem, é muito importante que possamos mostrar o que se passa na cabeça de um jovem LGBT, para que possamos debater a realidade da juventude brasiliense.

DATA PARA IRMOS A LUTA

DF terá Sessão Solene em Homenagem ao 17 de Maio

A Deputada Rejane Pitanga convida toda comunidade do Distrito Federal para participarem da Sessão Solene em Homenagem ao dia Mundial, Nacional e Distrital de Combate à Homofobia, a ser realizado no dia 06 de maio, às 19 horas, no Plenário da Câmara Legislativa do DF.

O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.

Na oportunidade será lançada a FRENTE PARLAMENTAR DISTRITAL PELA CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DE LESBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS - LGBT.
Fonte: Gay1

STF julga na próxima quarta-feira processos sobre união homoafetiva



Supremo Tribunal Federal (STF) julga no próximo dia 4 de maio dois processos envolvendo a união de pessoas do mesmo sexo. Os ministros deverão analisar, sobre a união homoafetiva, a ação direta de inconstitucionalidade (ADI), da Procuradoria Geral da República (PGR), que pede o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Os ministros vão analisar ainda a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), do governo do estado do Rio de Janeiro, que alega que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade), e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal.
Fonte: Gay1

Dia de combate a homofobia aprovado no MS



Os parlamentares aprovaram na sessão de hoje (26/04) quatro projetos na Assembleia Legislativa. O projeto de lei 171/10, de autoria dos deputados Junior Mochi (PMDB) e Paulo Duarte (PT), que institui o Dia Estadual de Combate à Homofobia em Mato Grosso do Sul. De acordo com a proposta, fica instituído, o dia 17 de maio.

Fonte: Gay1

Marta lamenta agressões contra homossexuais

Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoEm pronunciamento no Plenário do Senado na tarde desta terça-feira (26), a senadora Marta Suplicy (PT-SP) lamentou a frequência com que LGBT vêm sendo agredidos no Brasil. De acordo com Marta, esses atos explicitam “a condição de violência na qual está exposta a parcela da população que decidiu por outra forma de amar diferente da predominante”.

A senadora lembrou que, só em 2010, o fato de amar um igual levou à morte duzentas e sessenta pessoas em todo o Brasil. “Isso comprova que, para além do preconceito e a discriminação no meio familiar e social, as humilhações e os xingamentos, a população LGBT vive em estado de medo da morte”, disse Marta.

Em seu pronunciamento, a senadora lembrou recentes casos de violência que chamaram a atenção pelo requinte de crueldade com que foram praticados. Em dois deles, ocorridos em Itarumã (GO) e Campina Grande (PB), as vítimas foram assassinadas. “Esses não podem ser considerados crimes comuns. Existem, segundo relatos da polícia, certas características próprias de crime de homofobia”, explicou.

Marta lembrou que o Brasil deve unir todos os esforços para evitar retrocessos aos direitos humanos. “O combate à homofobia e a outras formas de discriminação se fará com a aprovação de novos marcos legais, dentre eles o PLC 122/2006, que tramita nesta Casa”, disse, referindo-se ao projeto que criminaliza a homofobia, do qual é relatora no Senado. Para a senadora, além de aprovar o projeto é preciso associar à luta contra a homofobia outros valores, como a tolerância e o acatamento à dignidade das pessoas. “O Parlamento Brasileiro precisa fazer sua parte, pois longe dos cuidados e da proteção do Estado não há cidadania que seja plena, tampouco democracia que sobreviva”, finalizou.
Fonte: Gay1

sábado, 23 de abril de 2011

Governo do Rio de Janeiro aprova duas importantes conquistas para a comunidade LGBT

Governador Sérgio Cabral anuncia o lançamento do Programa Rio Sem Homofobia para 16 de maio


Nesta sexta-feira (15) o Governador Sergio Cabral, em reunião no Palácio das Laranjeiras conjuntamente com o Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos – Rodrigo Neves; o Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos – Cláudio Nascimento; o Subsecretário de Comunicação da Casa Civil – Ricardo Cota e que contou também com as presenças do Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro – Eduardo Paes; deu uma importante demonstração de compromisso e respeito à comunidade LGBT: a aprovação da campanha publicitária do Programa Rio Sem Homofobia e a aprovação do decreto que adota o nome social de travestis e transexuais na administração pública estadual para usuários(as) e funcionários(as).

No dia 16 de maio de 2011 haverá uma solenidade do Palácio Guanabara para o lançamento oficial da campanha publicitária do Programa Rio Sem Homofobia, onde serão apresentadas as peças publicitárias e o plano de mídia que abraçará todo o estado fluminense. Também nessa data o Governador assinará o decreto que adota o nome social de travestis e transexuais na administração pública estadual.

Claudio Nascimento comenta a importância desse ato: “Esse é um momento histórico para a comunidade LGBT. Com certeza estamos diante de uma ação sem precedentes na história do Brasil – uma campanha contra a homofobia desta magnitude, envolvendo diversas mídias, num momento em que o debate contra o preconceito e a intolerância, é mais do que oportuna. Como militante gay e agora gestor público, me sinto orgulhoso por participar dessa iniciativa que servirá e muito para mobilizar corações e mentes para o respeito às diferenças.”
Fonte: Gay1

Cartunista Laerte comentou como é viver como uma mulher





Laerte Coutinho resolveu revolucionar a sua vida há dois anos. O cartunista, que é bissexual desde adolescente, decidiu viver como mulher. No sábado, dia 16 de abril, ele foi um dos convidados de Serginho Groisman, no Altas Horas.

Segundo Laerte, nada o incomoda na caracterização de mulher, mas ele ressaltou que andar de salto foi a parte mais difícil. Atualmente, o cartunista faz depilação, faz os pés e as mãos e usa lingerie.

O convidado também falou sobre o seu personagem Hugo que se traveste. “Ele me ajuda a refletir”, afirmou. Laerte ainda contou como faz para criar um personagem novo e como é a sua rotina de trabalho.
Fonte: Gay1

Políticas anti-bullying nas escolas diminuem frequência de suicídio entre jovens gays


Adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais têm cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que jovens heterossexuais. Porém, um ambiente favorável na escolas e na comunidade – o que, infelizmente, não acontece sempre – pode fazer a diferença, sugere uma nova pesquisa.

O suicídio é a terceira principal causa de morte de jovens entre 15 a 24 anos – e os adolescentes LGBT's são mais propensos a tentar o suicídio, de acordo com os autores do estudo.

Liderado por Mark Hatzenbuehler, da Universidade de Columbia, Estados Unidos, os pesquisadores entrevistaram mais de 30 mil alunos do Ensino Médio em onze diferentes municípios no estado do Oregon. Os resultados mostraram que cerca de 20% dos adolescentes LGBT haviam tentado cometer suicídio nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto a taxa entre os heterossexuais foi de apenas 4%.

Os autores também analisaram o ambiente em que o aluno está inserido. Eles estudaram as iniciativas por parte da escola – como políticas específicas anti-bullying contra homossexuais ou políticas anti-discriminação -, a união entre gays e heterossexuais – grupos de estudantes que trabalham para aumentar a tolerância entre os jovens homossexuais e heterossexuais, por exemplo -, a presença de casais do mesmo sexo na área e as tendências políticas do município.

Jovens LGBT que vivem em um ambiente social mais favorável aos homossexuais – com políticas anti-discriminação, por exemplo – têm 25% menos probabilidade de tentar suicídio do que aqueles que vivem em ambientes desfavorável​​. Surpreendentemente, um ambiente de apoio ao gays também tem consequências positivas aos heterossexuais: jovens héteros possuem 9% menos chances de tentar tirar a própria vida.

“Os resultados deste estudo são bastante atraentes”, avalia Hatzenbuehler. “Quando a comunidade oferece apoio ao jovem gay e as escolas adota medidas anti-bullying e políticas anti-discriminação que, especificamente, protegem esses adolescentes, o risco de tentativa de suicídio cai para todos os jovens, especialmente os LGBT”.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que o apoio dos pais também pode desempenhar um importante papel no bem-estar de adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais. Publicado no Jornal da Psiquiatria Infantil e Adolescente, o estudo aponta comportamentos específicos dos pais, tais como a defesa de seus filhos quando eles são maltratados devido à sua orientação e o apoio de sua expressão sexual, estão ligados a um menor risco de depressão, abuso de drogas, pensamentos suicidas e até mesmo tentativas de suicídio na idade adulta.

Segundo os pesquisadores, as escolas devem iniciar e apoiar estes tipos de políticas de apoio e alianças entre gays e heterossexuais. “A boa notícia é que este estudo sugere um roteiro de como podemos reduzir as tentativas de suicídio entre jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais”, comemora Hatzenbuehler. “O estudo mostra que a escola que cria um ambiente confortável para os jovens gays acaba ajudando os héteros também. Foram encontrados melhores resultados na saúde de todos os jovens”, completa.
 Fonte:Gay1

Globo censura "Os Simpsons" em cena de beijo gay



Cena do beijo gay entre Homer e Moe no episódio "Todo o
Mundo Morre um Dia", exibido na última sexta-feira
A Globo cortou a cena de um beijo gay entre Homer e Moe, no episódio "Todo o Mundo Morre um Dia" de "Os Simpsons", exibido na manhã da sexta-feira passada.

A sequência teve mais de um minuto e era importante para a conclusão do capítulo. A emissora afirma que não mostrou as imagens do desenho devido à classificação indicativa do horário, que é livre.












                                                                                                                                     Fonte: Gay1

Banda Twinpines lançará EP com temática gay





A banda paulista de indie-rock Twinpines lançará um EP de quatro músicas chamado Beige. Cantado no idioma ianque, o nome do CD quer dizer bege, a cor. Até aí, um lançamento "normal", se não tratasse de um disco em homenagem ao público gay. Mas o grupo não comenta se é uma brincadeira com a gíria do nosso universo: "tô bege", dita como reação quando alguém conta algo surpreendente. O lançamento, previsto para este semestre, é um investimento da Secretaria Estadual de Cultura voltado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis).

A produção tem a assinatura de Rafael Crespo, ex-guitarrista do Planet Hemp, que entrou em estúdio com o trio agora em abril para gravar, e deve demorar um mês ou pouco mais até a mixagem e pós-produção. O primeiro single chama-se Love Hill, uma música que teria a participação da drag queen Claudia Wonder, que morreu, aos 55 anos, de criptococose (a chamada doença do pombo) em novembro de 2010. É a ela que dedicam todo o álbum.

A ideia partiu do Bruno Monstro, guitarrista e Backin vocal, assumidamente gay. "Foi ele quem pesquisou e descobriu um edital da secretaria de Cultura, que tinha um edital para contemplar um projeto cujo tema envolvido seria o LGBT. O Bruno disse que sempre teve uma ideia de fazer algo que, de uma maneira, fosse não só um protesto, mas uma homenagem. Ele, enquanto gay, queria usar sua arte para falar o que vive", explica o baterista Magoo Felix. "Ele veio perguntar o que a gente achava porque era um projeto em que ele se assumiria gay, e nós - os outros dois caras da banda - não somos. A gente achou muito legal, apesar de não sentirmos isso na pele".

As composições foram feitas pelo próprio Bruno, sob supervisão dos outros membros do grupo. Cada uma, explica Magoo, fala de um cara que quer arrumar um namorado e assumir diante das pessoas, mas é muito difícil. "Uma conta como ele gostaria de ser livre, outra retrata como o cara pode se assumir para a família dele, cada uma fala de um universo", entrega. "Love Hill, o primeiro single, fala de um possível namorado, de uma pessoa que alguém amou e não foi correspondida. "As composições têm a ver com o fato de se assumir ou simplesmente como ele gostaria que as coisas fossem (diferentes)", detalha. Todas envolvem questões homoafetivas, de maneira poética, não necessariamente um protesto.

"Eu tive um tio que, com 60 anos, não se assumiu. Ele morreu e não teve a oportunidade porque vivia em outro tempo. Esse disco é uma forma de homenageá-lo. Eu convivo com isso e sempre transitei bem entre os universos gay e hétero". Ele diz ser supernormal participar desse projeto e tentar passar às pessoas que, mesmo não sendo, convive muito bem. "A orientação sexual não faz o caráter de uma pessoa, mas o que ela representa. Isso está estereotipado demais: tentar classificar uma pessoa pelo que ela sente em relação a outra", comenta.

Rafael Laguna (o cérebro por trás dos paulistas do Capim Maluco), Vini (baixista do Ecos Falsos), Fernando Fernandes e Gabriela Gonzalez (Some Community), Tatu (Ladyfingers), Daniel Peixoto (ex-Montage) e o cantor Thiago Pethit estão entre os convidados da banda, que chamou alguns músicos assumidamente gays de outras bandas, mas nem todos. A capa vai ser assinada pelo artista plástico e grafiteiro paulista Ciro Schuneman. "É muito mais fácil para as pessoas saberem de um gay que resolveu se assumir em um projeto como este do que um cara hétero entrar em um lance desse e assumir uma bandeira. É uma forma de mostrar que não tem de haver diferença. Todo mundo pode ouvir a música numa boa", recomenda.

O baterista diz ser difícil uma rotulação do estilo musical, mas afirma que transitam entre o épico anos 1990, como grunge e indie - bandas americanas de rock alternativo são inspiração. Formado em 2003, o Twinpines é formado por duas guitarras e bateria. Além de Magoo Felix (baterista), é composto por Leonardo Scriptore (vocalista e guitarrista) e Bruno Monstro (guitarra).
                                                                                                                              Fonte:Gay1

terça-feira, 19 de abril de 2011

TV Senado fala sobre a comunidade LGBT. Assistam, vale a pena.










Criminalização da homofobia, união estável e direito à adoção por casais homoafetivos. Veja no programa Inclusão que vai apresentar também a discussão no Congresso Nacional do tema e a luta do movimento LGBT no Brasil. Exibido em 02.04.2011

http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?COD_VIDEO=66386

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CAMPANHA PORTUGUESA CONTRA BULLYNG HOMOFOBICO




A Rede Ex-Aequo queria levar o combate à homofobia às escolas. Mas tropeçou nos contactos com os serviços do ministério, que consideraram a campanha ideológica. BE e PCP questionam

Dois serviços do Ministério da Educação (ME) recusaram apoiar a distribuição nas escolas dos materiais do Projecto Inclusão, uma campanha da responsabilidade da Rede Ex-Aequo, associação de jovens que promove os direitos dos homossexuais e transexuais. A campanha destina-se a promover o combate à homofobia e à transfobia nos estabelecimentos de ensino. O projecto foi apoiado e financiado desde o início por uma outra entidade estatal, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

A justificação para a recusa em distribuir os cartazes e os folhetos, que promovem a não discriminação de jovens gays e lsbicas, é o alegado cariz ideológico dos mesmos, de acordo com a informação dada pelos jovens da Rede Ex-Aequo que foram ouvidos, segunda-feira, no Parlamento, e que ontem foi confirmada ao PÚBLICO por Manuel Abrantes, da direcção da associação.

Esta justificação foi transmitida à Ex-Aequo numa reunião tida com representantes de dois departamentos do Ministério da Educação (ME) - a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e o seu Núcleo de Educação para a Saúde, Acção Social Escolar e Apoios Educativos - e motivou já requerimentos, questionando a ministra da Educação, por parte dos deputados José Soeiro, do Bloco de Esquerda, e Rita Rato, do PCP.

Já sobre o apoio à distribuição do questionário que servirá de base ao estudo sobre homofobia nas escolas, a cargo de uma equipa do ISCTE dirigida por Carla Moleiro, o ME ainda não respondeu à Ex-Aequo, explicou Manuel Abrantes.

Questionada pelo PÚBLICO, a ministra da Educação, Isabel Alçada, respondeu através de e-mail enviado pela sua assessora de imprensa, Madalena Queirós. "O ME não recebeu qualquer pedido formal de afixação dos referidos cartazes ou outros materiais da Rede Ex-Aequo", afirma, reconhecendo, contudo, que as reuniões existiram. E acrescenta: "No que diz respeito ao inquérito do estudo de Carla Moleiro, não deu entrada no ME qualquer pedido de autorização para a sua aplicação." Manuel Abrantes diz que a associação que dirige irá "tentar marcar uma reunião com a ministra para ultrapassar o problema".

Já a presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Teresa Fragoso, declarou ao PÚBLICO desconhecer a resposta dada pelos serviços do ME. Sustentando que os cartazes e restantes materiais da Ex-Aequo "estão dentro da linha oficial do que se defende no Plano para a Igualdade de Género", a presidente da CIG afirmou: "As pessoas envolvidas na reunião não deviam estar informadas sobre a situação." Teresa Fragoso assumiu ainda que é "obrigação da CIG articular com os serviços de forma a que seja dada formação sobre igualdade de género a todos os serviços, incluindo estes do ME". E garantiu que a própria CIG irá "ver o que se passa".

Promoção gay?

De acordo com a informação prestada pela Rede Ex-Aequo à Assembleia da República - e que está contida nos preâmbulos às perguntas feitas pelos dois deputados à ministra da Educação -, os representantes do ME alegaram, na reunião que tiveram com a associação, que a este compete ser "neutro em assuntos que possam ser considerados ideológicos". E aconselharam a Ex-Aequo a contactar directamente as escolas, para distribuir os materiais da campanha.

Segundo a associação, algumas têm aderido, enquanto outras respondem que se trata "não de uma campanha contra a discriminação, mas sim de uma campanha de promoção da homossexualidade".

Perante as respostas relatadas pela Ex-Aequo e a sua não conformidade com a lei, ambos os deputados lembram nas perguntas que dirigem à tutela que o artigo 13.º da Constituição prevê a não discriminação em função da orientação sexual e que cabe ao Estado promover a igualdade.

O deputado do BE José Soeiro lembra ainda que a lei da educação sexual determina, "no seu artigo 2.º, que entre as finalidades da educação sexual em meio escolar estão: "f) O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais"; e "l) A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual"". Por sua vez, a deputada do PCP Rita Rato sustenta que a resposta dada pelos serviços do ME está "a contrariar as disposições do IV Plano Nacional para a Igualdade", que vigora entre 2011 e 2013.


Fonte: http://umolharsobreomundo.blogs.sapo.pt/19319.html

Segundo encontro do E- Brasilia

O segundo encontro do E- Brasilia não aconteceu devido a problemas com o local onde seria gravado o vídeo clip, mas em breve novas informações sobre  novo encontro.

E- JOVEM dentro Comissão Executiva do Fórum Paulista LGBT para o biênio 2011-2012

Eleita hoje em São Paulo nova Comissão Executiva do Fórum Paulista LGBT para o biênio 2011-2012 


Nova Comissão Executiva do Fórum Paulista LGBT eleita neste domingo, 17/04, em São Paulo, no Edificio Martinelli, Sindicato dos Bancários:

Titulares
1ª Simone Close - Sol Nascente/Capivari
2º Anselmo Figueiredo/Theo - ONG Casvi/Piracicaba
3ª Lohren Beauty - E-Jovem Campinas
4º Luiz André Moresi - ONG Revida/Jacareí

Suplentes
1ª Emidia Maciel- Familia BIS/ São José dos Campos
2º Luis Eduardo - Cecon Joana Darc/Guarujá
3ª Katia Aline de Toledo – GAJIS/ Americana
4º Marcelo Gil- ABCDs/grande São Paulo - região ABC

Unidade e Renovação no Movimento Paulista LGBT !!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

#EU SOU GAY

Campanha de mobilização contra a homofobia e qualquer outro tipo de preconceito, toma proporções enormes e até famosos aderiram a campanha como é o caso da VJ MariMoon. Participem, vamos nos mobilizar e combater qualquer tipo de preconceito.



Sejamos Gays. Juntos.

abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

domingo, 10 de abril de 2011

SEGUNDO ENCONTRO E-BRASILIA



Bom galera, todos estão convidadíssimos para participarem do segundo encontro do E-Brasilia, no dia 17.04, domingo,as 15:00 horas. Nesse encontro vamos usar a arte como forma de expressão, vamos gravar um video clip, juntamente com o queridíssimo Thiago Casado, que é grande conhecido dos teatros de Brasilia. Além de atuar, Thiago, também é cantor e é com sua música que iremos nos embalar e enlouquecer no Eixão. Tragam toda alegria e disposição para tornar esse dia inesquecível. Esperamos vocês.

Gente como a gente








"Fui chamado de viado aos 6 anos"

 

Em entrevista ao 247, o parlamentar Jean Wyllys, que comprou briga com Jair Bolsonaro, fala de seus traumas e de seus projetos contra a homofobia

10 de Abril de 2011 às 15:40
Rodolfo Borges, de Brasília – “Sou uma regra e um exceção”, define-se o deputado federal, professor e jornalista Jean Wyllys (PSol-RJ), um dos nomes do Congresso Nacional que tem chamado mais atenção no início desta legislatura. Eleito para defender os direitos dos homossexuais no país, o baiano de 37 anos é o primeiro parlamentar a fincar a bandeira do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) na Esplanada dos Ministérios com intensidade o bastante para incomodar, e o fez, segundo ele próprio, porque atravessou os mesmos problemas que a maioria dos homossexuais brasileiros enfrenta. “Fui chamado de ‘viado’ pela primeira vez aos 6 anos de idade”, contou o parlamentar em entrevista concedida ao Brasil 247 na última sexta-feira, 8 de abril. “É extremamente violento para uma criança ouvir isso. Ela não sabe o que é ‘viado’, mas imediatamente infere que ela não deve ser aquilo”, diz o deputado, que completa: “Essa primeira injúria passa a acompanhar a nossa vida. Ela permanece, é um horizonte na vida de um homossexual, do inicio ao fim. Não vai desaparecer. Não é porque virei deputado e tenho imunidade parlamentar ou porque me tornei famoso ou porque sou intelectual e jornalista que estou protegido dela”.
A primeira injúria marcou Jean Wyllys tanto quanto o murro gratuito que o garoto de apenas 12 anos recebeu no meio da rua, enquanto se dirigia a uma pastoral da juventude da Igreja Católica na cidade de Alagoinhas (BA), onde nasceu. “O mais louco é que ninguém em volta fez nada. Ninguém em volta faz nada, porque esse tipo de violência goza do aceite da maioria das pessoas”, analisa, aludindo aos casos em que se atribui à vitima de estupro a culpa do delito, em razão das roupas que ela vestia. Wyllys é regra porque foi e é vitima de discriminação, mas é exceção porque sobreviveu aos ataques, e com força o bastante para tentar evitar que mais homossexuais sejam obrigados a sofrer indefesos contra a violência.
Com orçamento de campanha de apenas R$ 28 mil – insuficiente para produzir cartazes ou adesivos –, o deputado conseguiu chegar à Câmara para apresentar um pleito básico: inserir o movimento LGBT na agenda dos direitos humanos. “As pessoas concordam que é preciso defender a dignidade humana de presidiários e combater a violência dentro das delegacias, e acho isso importantíssimo, mas também é importantíssimo proteger a liberdade dos homossexuais de serem”, sintetiza. Para ele, essas agendas estão desvinculadas, e é preciso integrá-las para cobrar um resposta efetiva do Estado brasileiro. “O Brasil subscreveu tratados internacionais de direitos humanos. É inadmissível que o país continue deixando que 200 homossexuais morram anualmente por conta da sua orientação sexual”, protesta.
No topo da agenda, o casamento gay, que, acredita Wyllys, vai permitir aos homossexuais se inserir no princípio da dignidade humana, com direito a constituir uma família. Para avançar nos pleitos, o deputado coordena a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT na Câmara – Marta Suplicy (PT-SP) cuida do assunto no Senado – e é membro da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Para “sair do romantismo dos direitos humanos”, o deputado também se engajou na Comissão de Finanças e Tributação. “Violação de diretos humanos no Brasil é uma questão de orçamento”, justifica, lembrando que 46% do orçamento da União é usado para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública. “São hospitais sem leito e escolas sem professores”. Mas, por incrível que possa parecer (e que o noticiário dê a entender), os interesses do líder da causa gay no Congresso vão além do movimento LGBT. Wyllys compõe a Comissão de Legislação Participativa da Câmara, que visa aumentar a participação da sociedade civil na legislatura, e também está nas frentes parlamentares pela Igualdades Racial e pela Cultura.
Academia
O deputado ainda faz parte de uma quarta frente, a de Democratização da Comunicação e pela Liberdade de Expressão, e, dessa, vai participar como especialista. Wyllys é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Bahia (UFBA), que lhe concedeu o diploma graças a uma monografia sobre a representação da violência nas página policiais dos jornais. O trabalho de pesquisador seguiu em um mestrado na mesma universidade, em 2000. Durante dois anos, Wyllys estudou a “narrativa de presidiário” a partir do caso da chacina do Carandiru (1992), analisando o discurso jurídico-policial dos autos do processo, as reportagens da Folha de S.Paulo e do Notícias Populares e os relatos dos próprios presos, através de cartas e crônicas.
Ironicamente, a análise do discurso serviria para o professor universitário avaliar, anos depois, a forma como o fato de ter participado de um reality show tem influenciado na construção de sua imagem como parlamentar. “Quando terminou o mestrado, eu deveria continuar estudando a narrativa de presidiário no doutorado, mas optei por concluir aquele estudo, porque me interessei em estudar reality show. O Big Brother estava crescendo e era um assunto bastante comentado. Eu queria ter a primazia, ser o primeiro a trabalhar com reality show numa perspectiva diferente daquela dos articulistas de jornal, que estavam desatualizados das teorias da comunicação”, conta.
Para estudar a forma como o público recebia as mensagens passadas pelo programa, Wyllys precisaria fazer uma etnografia do Big Brothet, ou seja, ver como ele funcionava por dentro. “Se eu mandasse uma carta para a emissora (TV Globo), ela não me deixaria entrar. Restou me inscrever para o programa e esperar ser selecionado. Fui selecionado e, de bônus, veio o prêmio e a visibilidade”, lembra. Mas o bônus acabou se transformando num fardo, pois a imagem do jornalista ficou associada ao programa, que é mencionado corriqueiramente quando se alude ao agora deputado. Wyllys interpreta a menção como uma tentativa de lhe desautorizar. “Como professor de jornalismo, estranho ao ver os jornalistas ferindo os princípios da boa notícia. Um fato que ocorreu há seis anos é velho o suficiente para não ser mencionado na hora de se referir a mim. Não participo mais de um reality show, não tenho mais qualquer relação com isso. Sou professor, jornalista e deputado”.
Jornalismo
Atualmente, a função de deputado federal de Jean Wyllys concorre apenas com a de articulista da revista G Magazine, especializada para o público gay. São 20 horas de trabalho diárias enquanto deputado – “só tenho dormido quatro horas” –, inclusive aos sábados. O expediente lhe obrigou a interromper o doutorado sobre reality show. Os artigos escritos hoje são um eco dos quase 10 anos de trabalho do deputado como jornalista na Bahia. “Passei a maior parte da carreira nos cadernos culturais, mas minha primeira matéria foi na Tribuna da Bahia e sobre um crime”, lembra. A reportagem falava sobre um camelô que fora assassinado por um segurança do shopping Iguatemi, em Salvador. Wyllys fez praticamente toda sua carreira no Correio da Bahia, onde participou de um caderno cultural chamado Correio Repórter, um dominical de grandes reportagens, com material investigativo.
Os anos de imprensa colaboram para que o deputado mantenha uma boa relação com os repórteres que frequentam o Congresso Nacional. “Sei em que tipo de informação o jornalista está interessado. E sei também quais são suas demandas enquanto profissionais, submetidos a rotinas produtivas absurdas, ganhando um salário que não corresponde a essa rotina e ainda tendo de responder a uma responsabilidade grande com a informação”, diz. Junto com a carreira de jornalista, também foi interrompida a de escritor. Wyllys publicou três livros – Aflitos (2001), Ainda lembro (2005) e Tudo ao mesmo tempo agora (2009) –, todos de contos e crônicas, mas fez uma opção ao se tornar deputado federal. “Gostaria de escrever ficção. É onde mais se sinto escritor, mas o que posso fazer se existem urgências aqui fora?”.


É isso aí galerinha, ótima semana para todos nós.

 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

15 DE ABRIL, DIA DO SILÊNCIO










ATENÇÃO!!
No dia 15 de abril, Dia do Silêncio, vamos lançar a campanha e o site da campanha Escola Amiga. A partir desse dia, estudantes de todo o país serão convidados a transformar sua escola numa Escola mais amiga dos LGBT. Sabemos que em escala menor ou maior os LGBTs são discriminados pelos colegas de escola/faculdade e isso deve acabar. Para nos manifestarmos sobre isso, convido a tod@s a mandarem fotos onde possam representar o silêncio daqueles que sofrem agressões fisicas e psicológicas por parte dos colegas e professores, que seriam os primeiros a dar exemplos de cidadania. Mandem para diegosnogueira@gmail.com. Com o titulo DIA DO SILÊNCIO, vamos produzir um vídeo para disseminar essa barbaridade e encorajar os LGBTs que sofrem esse tipo de discriminação a  combater esse tipo de atitude.

MAIS UM PASSO PARA A CONQUISTA

Conselho LGBT busca direitos para uma parcela da população ainda vítima de preconceito

Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em busca de cidadania. Agora, pela primeira vez na história eles ganharam acento e voz no governo federal. Trata-se do  Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), que realizou a sua primeira reunião ordinária na semana passada (30, 31 de março), em Brasília (DF). A demanda por direitos básicos é imensa. O trabalho do novo Conselho se desenha gigante.
Em seu discurso, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, reforçou o que vem declarando publicamente desde que foi nomeada para o cargo no final do ano passado, que o combate à homofobia é uma das prioridades da SDH e do governo Dilma Rousseff.
O novo Conselho integra a estrutura básica da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e é composto por trinta membros, sendo quinze governamentais e quinze da sociedade civil.
Foi eleito como seu primeiro presidente Ramais de Castro Silveira, Secretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SDH, e como vice-presidente Irina Bacci (representante da Articulação Brasileira de Lésbicas no Conselho). Igo Martini, da SDH, será o Secretário Executivo.
“O Conselho é o primeiro da história brasileira com essa diversidade e isso
acontece justamente durante o primeiro governo de uma mulher como presidenta”,
afirma Ramais Silveira, secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
Segundo ele, este símbolo representa o compromisso com a promoção dos direitos das minorias políticas no Brasil. A participação dos diversos órgãos do governo federal e de representantes dos poderes Legislativo e Judiciário. “A luta dos LGBTs é uma luta que remonta os primóridos da Declaração dos Direitos Humanos, são direitos civis basilares”, avalia.
O grupo discutiu entre outros assuntos a organização da 2ª Conferencia Nacional LGBT, prevista para o final deste ano e terá como tema “Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”.
Também foram definidas três câmaras técnicas permanentes com o objetivo de efetivar as demandas do Conselho. As Câmaras são: Articulação Institucional, Planejamento, Orçamento e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT; Monitoramento, Prevenção e Combate da violência contra a população LGBT e Legislação e Normas.

Entre os temas que foram abordados na abertura dos trabalhos estão: projeto Escola Sem Homofobia, do Ministério da Educação (MEC); a apresentação do Plano de Trabalho da Secretaria Executiva do CNCD/LGBT e a também o Plano de Trabalho e Orçamento da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos de LGBT; o Disque Direitos Humanos – Módulo LGBT; e a campanha “Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia”.
A próxima reunião ocorrerá nos dias 19 e 20 de maio. O Conselho é formado por
15 representantes do governo federal e 15 representantes da sociedade civil. O CNCD é um órgão colegiado, integrante da estrutura básica da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, criado por meio da Medida Provisória 2216-37 de 31 de Agosto de 2001.
Conheça a Composição do Conselho Nacional LGBT
Sociedade Civil
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLTTitular: Keila Simpson
Titular: Yone Lindgren
Titular: Toni Reis
1º Suplente: Julian Vicente Rodrigues
2ª Suplente: Rafaelly Wiest
3º Suplente: Vinicius Alves da Silva
Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros – ANTRATitular: Jovanna Baby
Titular: Chopelly Glaudystton Pereira dos Santos
1ª Suplente: Milena Passos
2ª Suplente: Tathiane Araújo
Rede Nacional de Negras e Negros LGBT - Rede Afro LGBTTitular: Janaína Oliveira
Suplente: Milton Santos
Grupo E-Jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados
Titular: Lohren Beauty
Suplente: Samara Soares Carneiro
Liga Brasileira de Lésbicas – LBLTitular: Marinalva Santana
Suplente: Leo Ribas
Articulação Brasileira de Lésbicas – ABLTitular: Irina Bacci
Suplente: Anahi Guedes de Mello
Central Única dos Trabalhadores – CUTTitular: Marcus de Abreu Freire
Suplente: Janete Costa Santana
Central de Movimentos Populares – CMPTitular: Carlos Alberto Monteiro Alves
Suplente: Givanilde de Jesus Santos
Conselho Federal de Psicologia – CFPTitular: Celso Francisco Tondin
Suplente: Ana Luiza de Souza Castro
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTETitular: Zezinho Prado
Suplente: Marco Antonio Soares
Associação Brasileira de Estudos da Homocultura – ABEHTitular: Leandro Colling
Suplente: Djalma Rodrigues
Associação dos Juízes Federais do Brasil - AJUFETitular: Roger Raupp Rios
Suplente: a definir
Governo Federal
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da RepúblicaTitular: Ramais de Castro Silveira
Suplente: Lidiane Ferreira Gonçalves
Casa Civil – Presidência da RepúblicaTitular: Ivanildo Tajra Franzosi
Suplente: Carolina Nogueira Lannes
Secretaria-Geral da Presidência da RepúblicaTitular: Severine Macedo
Suplente: Joana Zylbersztajn
Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da RepúblicaTitular: Luciana Mendelli
Suplente: Elizabeth Saar de Freitas
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da RepúblicaTitular: Cristina Fátima Guimarães
Suplente: Nilo Sérgio Nogueira
Ministério da SaúdeTitular: Kátia Maria Barreto Souto
Suplente: Ana Gabriela Nascimento Sena
Ministério da JustiçaTitular: Marcelo Veiga
Suplente: Carlos Hugo Suarez Sampaio
Ministério da EducaçãoTitular: Misiara Cristina Oliveira
Suplente: Ricardo Allan de Carvalho Rodrigues
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à FomeTitular: Francisco Antonio de Souza Brito
Suplente: ZoraYonara Torres Costa
Ministério do Trabalho e EmpregoTitular: Sérgio Araújo Sepúlveda
Suplente: Ângela Cristina Casal Regasso
Ministério da CulturaTitular: Thaís Borges da Silva Pinho Werneck
Suplente: Angélica Salazar Pessoa Mesquita
Ministério da Previdência SocialTitular: Rose Mary Oliveira
Suplente: Maria Alves dos Santos
Ministério do TurismoTitular: Patric Lottici Krahl
Suplente: Fernanda Maciel M. A. Carneiro
Ministério das Relações ExterioresTitular: Carlos Eduardo da Cunha Oliveira
Suplente: Bruna Vieira de Paula
Ministério do Planejamento, Orçamento e GestãoTitular: Maria do Rosário de Holanda Cunha Cardoso
Suplente: Mara Helena Souza
http://www.direitoshumanos.gov.br/2011/04/06-abr-2011-conselho-lgbt-busca-direitos-civis-para-uma-populacao-cerca-de-preconceito

sábado, 2 de abril de 2011

PRIMEIRO E-CONTRO

Galera, tivemos nosso primeiro encontro do E-jovem Brasilia, algumas pessoas ficaram de ir, mas não apareceram outras se perderam no meio do caminho. Mas o que quero deixar registrado é o seguinte, precisamos nos empenhar para que possamos exercer nossa cidadania com plenitude e sem medo de ser espancado na rua ou ter qualquer outro direito nosso violado.
Estamos hoje vivendo uma fase muito importante, onde uma Frente Parlamentar está sendo reeestruturada para defender nossos direitos, o STF tão em breve aprovará ou não a lei da união homoafetiva, mas muitos ministros estão favoráveis a causa. Essa fase para nós LGBTs é muito importante por que hoje temos voz dentro do parlamento e fora também, mas infelizmente ainda existe muito preconceito e morte por conta de nossa orientação sexual, mesmo sabendo que ninguém tem nada a ver com quem faço sexo. É preciso ter consciência de que nós podemos mudar isso e é preciso se mover, precisamos nos mobilizar para que não seja mais preciso ficar enclausurado dentro de um quarto achando que somos os únicos a gostar de pessoas do mesmo sexo, isso tem que ficar para trás, não podemos mais ter medo de demonstrar um carinho em público, não podemos mais ser expulsos de ambientes públicos, isso é um absurdo. Galera de Brasilia abram os olhos para o futuro e vejam que temos em nossas mãos um poder que nunca tivemos antes, muitos morreram para que pudéssemos viver a sociedade da maneira que é, não falo que temos que morrer por uma causa, mas é preciso lutar,  mas lutar com palavras, dialogar com pessoas que ainda não entendem o que é ser homossexual, o que é AMAR alguém do mesmo sexo. Coloquei um link com um video bem legal que achei no youtube, pensem, pensem que pessoas como uma das personagens, existem aos milhões por ai e que não ficam apenas na fala, mas partem para agressão fisica deixando marcas profundas na sociedade LGBT. Pensem que somos capazes de mudar, e mudar para melhor, ter dignidade e plena certeza de que é possivel amar sem temer.

http://www.youtube.com/watch?v=nJCI6o_gNGM&playnext=1&list=PL4D63D6570F076639


Esse aí é o Renan nosso mais novo integrante, está com todo gás para nos ajudar nessa trilha maravilhosa.


Gente linda de Brasilia, nos sigam no twitter, EJOVEMBSB .
Ótimo final de semana para todo nós e até mais.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

E-JOVEM BRASILIA RENOVADO

Estamos em abril, mas para o E-jovem Brasilia o ano está apenas começando. Estamos com coordenação nova, novas propostas e muita vontade de trabalhar.
Para começar o E-jovem esteve presente no lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, é esse caminho que temos que seguir, lutar sempre pela igualdade de direitos e pela paz.












E chegamos com tudo, agora, fotos da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.





 Em breve primeira reunião do E-jovem Brasilia e mais detalhes sobre nossas atividades, até mais.